Na democracia, não elegemos heróis!

Eu juro que posterguei o máximo que consegui a minha decisão sobre quem seria meu(minha) candidato(a) à presidência da república.

Assim que os nomes foram colocados à mesa, algo era evidente, o candidato que eu jamais votaria, #EleNão.

Por coerência, iniciei o processo eleitoral tendenciando meu voto a mesma candidata da eleição de 2014, Marina Silva. Contudo, observando o cenário sombrio que se formou, declinei de Marina para me alinhar a um candidato que ecoasse de forma mais convincente a minha voz (a voz do povo brasileiro).

E é aí que pairou a dúvida: Ciro Gomes ou Fernando Haddad?

Há uma admiração pela história de ambos os candidatos.

Mas na hora de escolher…

Pesou o fato do PT que levanta a bandeira que o impeachment de Dilma Rousseff foi golpe, ser o mesmo que está com Eunício Oliveira, no Ceará, e com Renan Calheiros, em Alagoas. (Golpe pra quem?)

Pesou o fato do PT não conseguir visualizar ao seu redor um nome para liderar uma chapa presidencial que não seja filiado ao seu partido, como Marina Silva, Ciro Gomes, Eduardo Campos e Leonel Brizola (in memoriam).

Pesou o fato de Lula não ouvir alguns de seus companheiros de partido, como Rui Costa e Jaques Wagner, que veem em Ciro Gomes um bom candidato.

Pesou o meu desejo de não contribuir pra essa polarização PT x Jair Bolsonaro (Anti-PT), como outrora foi PT x PSDB.

Pesou o meu voto em Lula, Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves.

Pesou a minha obrigação como cidadão de defender o meu país de um candidato pró-tortura, pró-violência, machista, misógino, racista e LGBTFÓBICO.

Por fim, pesou a certeza que, na democracia, não elegemos heróis.

Assim, no 1º turno, estou com Ciro Gomes, hoje, o mais experiente, preparado e conhecedor das mazelas do Brasil.

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